17 de setembro de 2011

Bueno, seria se..

Ontem eu li um poema lindo, chamado “se’’ pois então é exatamente essa palavra se enquadra no que estou sentindo agora: e se..

E se eu tivesse falado mais, me expressado mais, encontrado mais, insistido mais e escondido menos. Será que daria certo? E como seria, se eu tivesse ousado mais, lutado mais, tido menos medo. Como seria se eu tivesse falado a verdade? Adiantaria algo? Acho que sim. 

Pelo menos agora eu não estaria aqui remoendo o passado, lembrando de coisas que já aconteceram e imaginando o que poderia ter acontecido. Nossas vidas eram e ainda são tão diferentes, mas isso nunca foi uma novidade. Me sentia acuada, uma agulha em um palheiro, e todas as vezes que conversávamos era como se uma esperança surgisse em mim, era como uma vela acesa no meio da minha escuridão, e era lá o único lugar onde eu me refugiava para não ter que lembrar que você nunca seria meu. Mas mesmo assim você conseguia me achar com toda a sua imensa luz de felicidade, e me arrancava um sorriso que mesmo sendo para você, não era seu, não da mesma forma que eu queria que fosse. 

Meu mundo se tornava pequeno, quando você partia. Você me alertou, me ajudou quando mais precisei, abriu meus olhos para muitas coisas que eu não queria enxergar, e eu quis te sentir, sentir seu calor, o gosto de seus lábios, mas tive de me conter em dizer apenas um obrigado. Não sei se por medo de arriscar, ou por que diabos; mas preferi me ocultar mais uma vez. Sem falar nas vezes em que fiquei te observado sem poder dizer nada, sem poder fazer nada além de rezar, rezar para que aquilo tudo acabasse, para que aquele inferno rodeado de sentimentos loucos a flor da pele passasse. ''Rezar?'' Sim, porque era em uma pequena igreja, de um bairro, hoje, distante que eles se viam. E agora todos os fantasmas daquela época voltaram para me atormentar, mas dizem que a esperança é a ultima que morre - e ela ainda não morreu. 

Ela ainda quer sentir o sabor daquele beijo esquecido pelo tempo, guardado- em sete chaves - no fundo daquele coração que ainda insiste lembrar você.


''You told me that you love her, and so many times I’ve wanted to tell you the truth. I stood here beside you for a log time, I lived through you and you looked through me.''


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