17 de setembro de 2011

Dúvidas traiçoeiras -

I can’t see your star; I can’t see your star, though I patiently waited, bedside, for the death of today. I can’t see your star (…) and I’m alone now, me and all I stood for, we’re wandering now, All in parts in pieces, swim lonely, find your own way out. I can’t see your star; I can’t see your star. How can the darkness feel so wrong? (…) So far away, it’s growing colder without your love, why can’t you feel me calling your name? Can’t break the silence, it’s breaking me. All my fears turn to rage. (…) Nothing worth fighting for, we’re wandering now.

#Tradução: Eu não consigo ver sua estrela; eu não consigo ver sua estrela, Apesar disso eu esperei pacientemente, no lado da cama, pela morte de hoje. Eu não consigo ver sua estrela (…) E eu estou sozinha agora, eu e tudo pelo que lutei, nós estamos vagando sem rumo agora, tudo em partes, em pedaços, nadando sozinhos, encontre sua própria saida. eu não consigo ver sua estrela, eu não consigo ver sua estrela. Como a escuridão pode parecer tão errada?(…) Tão longe está ficando cada vez mais frio sem o seu amor. Por que você não pode me sentir chamando seu nome? Não conseguir romper o silêncio, está me quebrando. Todos os meus medos se tornaram raiva. (…) Nada valioso pelo que lutar, Nós estamos vagando sem rumo agora. (Your Star – Evanescence)

E é com uma lagrima nos olhos que ela começa a escrever: "My spirit’s sleeping somewhere cold, until you find it there and lead it back home - meu espirito dorme em algum lugar frio, até que você o encontre e o leve de volta pra casa".

Sem saber ao certo o que lhe aguardava naquele dia, uma sensação ruim e ao mesmo tempo prazerosa tomava conta de seu ser. Era o gosto da desilusão, que em tantas outras vezes ela procurou não encontrar, mas que agora tinha um sabor doce, afável, afinal ela havia se acostumado, a ficar entorpecida, embriagada por sentimentos repulsivos como a solidão. 

Quer saber ela estava apaixonada pela sua própria solidão, ela havia encontrado uma maneira “confortável’’ de acomodá-la em um canto, que quando não tocado, não lhe fazia mau algum.

Mas no primeiro momento em que ele precisou, ela não pensou duas vezes antes de sair daquele lugar escuro, confortável, e doce, onde nada a incomodaria; para enfrentar um lugar onde qualquer passo errado, uma desilusão era certa, e uma ferida do tamanho de uma cratera se abriria novamente. E ela juntou seus ''caquinhos de força'', e foi para aquele lugar, ela foi em busca daquele olhar, daquele abraço aconchegante que há tempos ela não sentia. Sua fraqueza era não suportava o sofrimento dele, era muito mais fácil aceitar toda aquela dor que ele provocará, do que ver ele perturbado, perdido, e desamparado.

Foi só um abraço, mas pra ela foi muito além disso. Foi engolir todo seu orgulho, todo seu ego, todas as promessas e ir atrás do que ela mais queria, no momento em que o olhar mais lindo que ela já vira não transbordava alegria. Combinaram de colocar uma pedra em tudo e começar do zero, como grandes e bons amigos - mas mesmo as mais duras pedras sofrem intemperismo; ela não aguentou, ele tambem não.

E agora o que fazer? Deixar tudo pra trás, e fazer de conta que nada aconteceu? Sentar como adultos e chegar a um acordo? Ou simplesmente fingir ser dois estranhos um ao outro? Ela saiu daquele lugar confortavelmente adaptado, e agora se encontra perdida em dúvidas.


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