4 de junho de 2012

EU ODEIO POBRES



Pode apostar você não leu errado, eu ODEIO pobres.




Mas não é esse “tipo” de pobre que a sociedade intitulou e você está acostumado a ver por ai.

Não é aquela senhorinha de idade beirando seus 50, 60 anos, mãe solteira que trabalhou a vida inteira em um trabalho digno, que nunca teve muito retorno financeiro, mas também nunca deixou nenhum de seus filhos passarem fome. Talvez ela mesma tenha deixado de comer, por eles, umas três/quatro vezes, mas é aquela coisa, uma mãe nunca deixa de zelar por seus filhos.

O pobre que me refiro não é aquele menino que usa alguns trapos e sai as 5 da manha de casa pra ir estudar na “rua” porque não tem uma escola decente depois do quinto ano na zona rural onde mora. Não é desse mesmo menino que leva pão seco com manteiga (isso quando tem) que estou me referindo.

O pobre que eu odeio, e que me embrulha o estômago é o tal 
pobre de espírito.

Sei que muita gente vai associar essa expressão à religião, mas pode apostar que não existe nenhuma relação. Pobreza de espírito devia entrar pra categoria de defeitos mais repugnantes da humanidade. Pobre de espírito pra mim é aquele que se julga melhor que o outro, é aquele que invade o espaço dos outros sem nem querer se dar conta, é aquele que tem uma opinião nojenta formada e não se preocupa em saber se está magoando/humilhando alguém.

Exemplos clássicos podem ser observados no nosso dia-a-dia. Parei pra analisar essa semana das minhas férias, pois foi a única que sai de casa, e adivinha?? Ouvi e presenciei coisas que muitas vezes tive de segurar pra não “botar a boca no trombone”.

Uma pessoa que se diz culta, inteligente, esperta, e que usa as melhores roupas sai de casa avista alguns mendigos e diz: “eu tenho nojo dessa gentinha’’. Quem faz esse tipo de comentário me causa alergia, é como se os mendigos existissem simplesmente porque eles querem existir, tipo: ''AH VOU SER UM MENDIGO ISSO ME PARECE TÃO LEGAL''. Essa mesma pessoa ''culta'' que poderia despertar respeito em outras não consegue enxergar uma falha sócio-econômica, ela prefere se julgar “melhor” do que os outros que talvez não tiveram qualquer oportunidade de mudar de vida é um exemplo clássico de gente pobre de espírito.  

Outro exemplo de pobreza, pra mim, seria esses funkeiros que não usam fones de ouvidos, simplesmente entram nos ônibus se esparramam na poltrona, ocupando o lugar que poderia ser de outra pessoa. Mas quem é vai se sentar ali vendo aquela coisa prostrada com o som no ultimo volume tocando algo do tipo: Ela senta ela quica rebola ela quica ela senta ela quica demais? Eu fico me me perguntando se a pessoa não tem noção que no ônibus existem outras pessoas, e que estas podem estar passando mau, podem ter passado por um dia difícil, ou simplesmente podem não estar NEM UM POUCO AFIM de ouvir esse tipo de música.

Ainda nesse seguimento ''atitudes não explicáveis'', também existem aquelas pessoas que estão no meio de um congestionamento, totalmente estressadas e mesmo assim insistem em ficar ali afundando a mão na buzina. Será que esses imbecis não percebem que só estão contribuindo para aumentar o estresse, a poluição sonora, e o risco de tomar um soco na cara? Gente, será que não é meio óbvio perceber que buzinar não vai resolver o problema?


Talvez isso seja só outra utopia, mas eu acho que a humanidade poderia muito bem se tornar algo melhor, mas parece que tem gente que sente prazer em humilhar, incomodar e perturbar a vida alheia. Talvez isso esteja impregnado no nosso ser, mas não se esqueça que temos um encéfalo altamente desenvolvido e que deveríamos fazer uso dele. É só querer.










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