8 de fevereiro de 2012

Meus oito anos - Casimiro de Abreu




“Oh que saudade que tenho,

Da aurora da minha vida,

Da minha infância querida,

Que os anos não trazem mais.. “



Sei que pode até ter virado um clichê, usarmos esse poema para falar de nossa infância, afinal o “cara’’ soube fazer um poema incrível relatando exatamente o que representa a infância.

A frase: aurora da minha vida; as vezes passa batida e ninguem sabe o significado dela. Aurora era uma Deusa romana do amanhecer, e é uma palavra latina para amanhecer. Aurora renovava-se todas as manhãs e voava pelos céus, anunciando a chegada da manhã.

E é exatamente assim a infância, eu acordava cedo e ia saltitar pelas manhãs, brincando e correndo espalhando toda minha alegria em cada canto do bairro. Até chegar a hora de ir para a escola, e quer saber não era tão ruim quanto em pensava, eu brincava e a única preocupação que eu tinha era a de não levar o lanche de volta pra casa (ér- minha mãe brigava), mas é que as vezes não dava, a vontade de me divertir falava mais alto que qualquer coisa.

Chegava em casa e saia novamente para brincar, e brincava, brincava incansavelmente. E só parava quando a mamãe gritava: - meniiiina, vem tomar banho que já está tarde demais. É infância como eu já quis te deixar pra trás. Mas hoje o meu maior desejo é que você volte, mas me dá um aperto no coração porque não é assim a lei da natureza, não é assim que vai ser. Tenho saudade de toda a inocência, de toda a delicadeza, de todas as bagunças e travessuras, de todas as brincadeiras, de todos os amigos esquecidos pelo tempo, de todos os arranhões no joelho, de todo o carinho, de todos os cuidados, de todos os mimos, de todos os tombos. Enfim de tudo que me tornava uma criança feliz. Oh que saudade que tenho.

Nenhum comentário:

Postar um comentário