7 de agosto de 2012

Time is going by -




Eu já nasci dando trabalho, a bolsa da minha mãe rompeu e só fui nascer 12 horas depois - por incompetência do hospital, creio eu - tive de ficar internada durante uma semana, tomando injeções que, segundo minha mãe, eram maiores que eu (é de família não ser nem um pouco exagerada).




Com menos de um aninho (aproximadamente oito meses), eu quase morri de novo. Minha mãe costumava colocar aquelas presilhinhas de cabelo em mim, quando eu acordei, arranquei uma e ''engoli''- na realidade ela ficou presa na garganta. Se não fosse minha tia, que me socorreu encontrou completamente roxa e o atendimento imediato no hospital, com certeza não estaria aqui hoje.




1 aninho: 





essa é minha mamis, somos idênticas desde pequenas :)

Quando fiz um aninho, outra coisa ruim me aconteceu - eu literalmente cai do cavalo -  ele disparou comigo e com minha babá, caímos em cima de um arame farpado, ela rasgou a coxa e eu meu rosto. Se repararem bem vão perceber que tenho uma leve cicatriz no lado esquerdo do rosto. Bom, era um motivo e tanto para detestar ou pelo menos ter medo de cavalos, mas muito pelo contrário, quem me conhece sabe que amo muito esse animalzinho 


3, 4, 5 anos:










Entrei na escolinha; fui daminha de honra nas bodas de ouro dos meus avós; dancei pela primeira vez, em uma apresentação na escola - e a música era: meu pintinho amarelinho, ahahahaha. Com 5 aninhos aguardava ansiosa a chegada do meu primeiro irmãozinho.









6,7,8 anos:




O Rafael já tinha chegado, e no dia do seu batizado um dos padrinhos convidados não pode ir, e por alguns segundos eu seria a substituta. Mas como sempre tive muita sorte, no fim das contas minha mãe teve de colocar uma prima no lugar, pois a madrinha deveria ser crismada -  o que era impossível ser na minha idade.



                 





 Me formei no terceiro período - que hoje chamam de quarto ano, e paguei um mico king kog, que eu nunca mais vou esquecer. Foi mais ou menos assim: nós ensaiamos o discurso na escola, sem microfone, e a professora sempre falava ''mais alto crianças, não consigo escutar vocês'' - quem me conhece sabe que eu já falo meio alto sendomodesta -  e no dia da formatura me aparecem com um microfone; resumindo recitei o texto inteiro aos berros, só dava o pessoal tapando os ouvidos.




Aos 8 anos fui daminha de honra pela terceira vez, a segunda foi da minha madrinha e as fotos estão perdidas em algum lugar, quase não deu certo mas como a minha prima gostava de mim pra valer ela deixou de lado esse papo de  ''idade avançada'' para ser uma daminha.




9, 10, 11 anos:




Eu ajudei mesmo a criar meu irmão, tanto que hoje sou praticamente a segunda mãe dele - e tem vez que ele me escuta melhor do que qualquer outra pessoa da casa. 
A Nathália veio ao mundo ''através um pedido meu'', eu chorei - de verdade - pedindo minha mãe pra me dar uma irmãzinha. Uns meses depois veio a notícia: mamãe estava gravida pela terceira e ultima vez; óbvio que não dava pra saber se era menino ou menina, mas algo me dizia que era sim uma irmãzinha, e não é que minha intuição estava certa!




Quando a Nathy chegou foi um momento meio difícil, meu pai estava morando fora da cidade, então por vezes ela estranhava aquele homem que ela nunca tinha visto - mas rapidinho demos um jeito nisso, meu pai conseguiu um emprego melhor e voltou a morar lá em casa de novo.


12, 13, 14 anos:








 Como já disse nunca tive muita sorte, mas aos poucos a vida sempre trás o que eu quero - não deu certo ser madrinha de batismo do meu irmão, mas no dia da formatura dele eu fui a escolhida para ser a ''madrinha''. E uma coisa que muita gente nem imagina é que eu fiz catequese durante 5 anos; desde o batismo até a Crisma.

15, 16, 17 anos:



 

Com 14/15 anos eu mudei pra uma das melhores escolas que já estudei: Herbert de Souza. Participei de uma seleção de modelos e atrizes pela DLMM, e dentre 16 jurados passei em 12 - mas depois de um tempo acabei deixando pra lá - exigia um tempo livre, todo mês RJ, SP e na época eu estudava.









 Minha festa de 15 anos durou três dias, foi bem simples só pra família e alguns seletos amigos. Foi tudo perfeito! e vale a pena lembrar que foi o único dia da minha vida que eu tive sorte: eu estava me arrumando no salão - e um pouco atrasada por sinal -  de repente acabou a luz por uns cinco segundos e depois voltou, quando minha mãe olhou pra rua, TODAS as casas estavam sem luz  - se isso não foi sorte, eu não sei o que é.

 


 




 

Se teve uma idade que ''deu a louca na Lorena'', foi aos 16 anos - eu encurtei, pintei de vermelho (estilo palito de fósforo), alisei - mas a mudança que gerou mais revolta, com certeza foi quando eu cortei meu cabelo, teve gente que quis até me bater.




Ano repleto de mudanças! Eu sempre fui meio monga -  do tipo que faz a galera rir com qualquer bobagem - mas esse ano foi meu complicadinho, encontrei tanta gente sem sal, que resolvi mudar, fiquei bem mais fechada e não dava bola pra quase ninguém. Só as amigas(os) de verdade não sentiram a mudança.









18, 19 anos:

 

 

 





Mudar de cidade é terrível! E quando se muda de cidade e de estado no mesmo ano? Eu morei minha vida inteira em Coronel Fabriciano, só que no inicio de 2011 mudei para Belo Horizonte. Dois meses após a mudança descobri que, dentre as federais que eu havia passado, eu tinha conseguido uma bem longe lá no RS e para o curso que eu queria: Biologia Bacharelado. Como minha vida estava um saco, não pensei duas vezes, peguei minhas trouxinhas e parti pro Sul, e quer saber não me arrependi nem um pouco; afinal, descobri que em surtos assim conhecemos anjos. Conclusão da história: tem horas que eu realmente prefiro estar no Rio Grande do Sul, porque aqui em BH me sinto totalmente deslocada  -  porque não conheço ninguém além dos meus parentes -  mas quando estou lá sinto uma imensa falta dos meus pais, e dos meus irmãos. É meio complicadinho, mas o coração até que aguenta!


ps: eu sei que pulei os dois anos, mas eu também não achei fotos tão significativas pra postar aqui.
ps²eu também sei que o post é completamente inútil, e se você leu até aqui merece um Nobel.

3 comentários:

  1. Adorei... ri muito das tuas historias e principalmente das fotos.. hahaha! Te Adoroo...

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    1. own, que fofo gente - também te adoro muitão Alan <3

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  2. Eu mereço um Nobel hahahahahahaha
    Amei, tu era um bebê daqueles que eu morderia o dia todo *-* coisa mais amada! hahahhahahaha

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